Ethereum
Plataforma programável de contratos inteligentes.
Sobre
O Ethereum (ETH) foi lançado em julho de 2015, proposto por Vitalik Buterin e co-fundadores. Diferentemente do Bitcoin, foi concebido como plataforma programável, capaz de executar contratos inteligentes, programas cujo código roda de forma determinística sobre a rede blockchain de forma a armazenar os dados de forma descentralizada.
O ETH é o ativo nativo, utilizado para pagar taxas de execução (gas) e como colateral para validadores. Em setembro de 2022, o evento conhecido como The Merge, a rede migrou de PoW para Prova de Participação (Proof of Stake), reduzindo drasticamente o consumo energético.
Não há limite máximo de emissão fixo. A emissão líquida (novos ETH, subtraídos os ETH queimados, por consumo de gas) varia conforme o uso da rede, em períodos de alta demanda, o saldo pode ser negativo (deflacionário).
Características técnicas
Rede
Ethereum
Consenso
Prova de Participação (PoS)
Supply máximo
Ilimitado
Tempo médio de bloco
~12 segundos
Ano de lançamento
2015
Criador
Vitalik Buterin (e co-fundadores)
Riscos
- Taxas variáveis conforme demanda da rede, em picos de uso, o valor pode variar mais de 20 vezes em um mesmo mês, como em Outubro de 2026.
- Contratos inteligentes são código imutável após publicação. Bugs são explorados regularmente; o setor tem histórico documentado de perdas por vulnerabilidades (The DAO).
- Ataques a protocolos construídos em cima da blockchain do Ethereum podem gerar saques indevidos (Nomad Bridge).
- Atualizações da rede exigem coordenação entre clientes; contratos legados podem ser afetados por mudanças de protocolo.
- Maximal Extractable Value (MEV): validadores podem reordenar transações dentro de um bloco, afetando o preço de execução de swaps e outras operações sensíveis a ordem.
Nota histórica
Em junho de 2016, um contrato de investimento coletivo conhecido como 'The DAO' foi explorado por meio de uma vulnerabilidade em seu código, resultando na retirada de aproximadamente 3,6 milhões de ETH (~US$ 50 milhões à época). A comunidade aprovou um hard fork para reverter as transações da exploração; o subgrupo que rejeitou o fork manteve a cadeia original, hoje conhecida como Ethereum Classic (ETC). O episódio ilustra que decisões sobre o protocolo têm também uma dimensão política, além de técnica.
Como opero na Mirae
CONTRAPARTE DA OPERAÇÃO
A Mirae Asset CCTVM (BR) atua como contraparte das operações neste modelo (RFQ). Você não opera diretamente com o emissor do ativo. Operações com ativos virtuais não são cobertas pelo FGC — há risco de mercado do ativo e risco de contraparte da Mirae Asset CCTVM (BR).
FORMAÇÃO DE PREÇO
O preço é formado sob demanda (RFQ) e composto pelo preço de referência dos nossos provedores de liquidez somado a um spread da Mirae Asset CCTVM (BR). O spread varia entre 0,1% e 5% em função de fatores como volume da operação, liquidez e volatilidade recente do ativo, custo de hedge, custo de custódia e settlement on-chain, horário e janela de mercado, e perfil histórico do cliente, entre outros. O preço final all-in é exibido na sua área logada, antes do aceite, no momento da cotação.
Ver Política de Preços, Tarifas e Formação de Preço no FAQTARIFAS E TRIBUTOS
As tarifas aplicáveis constam da tabela pública de tarifas. Os Termos de Uso dos Serviços de Ativos Virtuais e a Política de Preços estarão disponíveis na sua área logada, para consulta antes de qualquer operação. A tributação individual, como por exemplo ganho de capital PF/PJ e obrigações acessórias da Receita Federal (por exemplo, IN RFB 2291/2025), bem como eventuais obrigações de outros impostos ou tributos relacionados as operações, são de responsabilidade do cliente.
FONTES DE DADOS DE MERCADO
Para consulta neutra de cotação e variação de mercado, você pode utilizar referências públicas independentes como o CoinMarketCap. Os preços exibidos naquela fonte não têm relação com os preços praticados pela Mirae Asset CCTVM (BR) — servem apenas para conhecimento e acompanhamento de tendências.
Consultar Ethereum no CoinMarketCapCOMO INTERMEDIAMOS
A Mirae Asset CCTVM (BR) opera sem order book próprio. Está conectada a 6 provedores de liquidez credenciados, que podem ofertar um ou mais ativos em uma ou mais redes blockchain. Podemos ou não ter relação direta com o emissor do ativo. No momento, para todos os ativos listados neste portal, a Mirae Asset CCTVM (BR) não mantém relação direta com o emissor.
PARTICIPAÇÃO NA REDE
A Mirae Asset CCTVM (BR) não realiza mineração (Proof of Work) nem operação direta de validadores (Proof of Stake). A execução das operações on-chain neste ativo ocorre exclusivamente por meio dos provedores de liquidez credenciados.
Recursos de Referência
Este conteúdo tem caráter estritamente informativo, atende obrigação de divulgação institucional (Res. BCB nº 520/2025) e não constitui recomendação, oferta ou promessa de rentabilidade. Investir em ativos virtuais envolve riscos, inclusive de perda parcial ou total do capital aplicado. Consulte o FAQ ou fale com sua mesa de relacionamento antes de operar.